terça-feira, 15 de setembro de 2009

A ESPIÃ QUE TE AMAVA POR ELA MESMA...E o seu amor clandestino - CAP. II

 
(Clique na foto e leia o poema)
CRÔNICA
CAP. II
A ESPIÃ QUE TE AMAVA POR ELA MESMA...
Sim, pareço uma espiã. Entro muda, saio calada por observar demais ás pessoas, principalmente em locais públicos.
Esboço-me em traços finos do desenho enviado.
E a cada pessoa que conheço transformo em especial.
Por isso roubo almas que se transformarão em almas amigas ou desejadas.
Sempre secreta, discreta, entro e saio da sua vida sem dizer os “porquês” da minha saída.
Não faço por mal.
Faço por não gostar da exposição desnecessária da minha vida por minha pessoa.
Sempre tive minhas reservas que geram mistérios que rondam minha existência.
E se você pensa que me conquistou e por isso chegou ao fim da linha...
Enganou-se.
Amo conquistar e ser conquistada por quem escolhi para amar.
Sou sedenta de carinhos e afagos.
Não sou carente, não tempo para isso, por nunca estar só.
Preciso de espaço para mim e minha arte.
Sempre junto, nunca agarrado ás marras do ciúme que afasta e intriga.
Então, esta é a espiã que se revela guardando apenas os segredos, os desejos mais secretos e alguns amores clandestinos...

Por falar nisso...



A ESPIÃ QUE TE AMAVA E SEU AMOR CLANDESTINO!

Uma paixão de inverno apareceu na minha vida em um evento que fui. Ele mal entrou o chamaram pelo pseudônimo meio sinistro e infernal. Como um sugador de almas, este sinistro homem entrou na minha vida. Sentou-se de forma que o eu visse diretamente, à mesma mesa. Não parava de repetir a cada foto que me pediam para tirar com os amigos que meu namorado se irritaria ou que talvez eu tivesse um namorado e que eles deveriam ter mais cuidado.

Até que em meio ao barulho do evento falei propositalmente:
“- Não tenho namorado. Ninguém se habilita a namorar comigo pelo que sou e pelo que faço.”
Ele não segurou a curiosidade e perguntou: “- Quem você é ou faz de tão grave para que os homens se arrependam ou não te namore?”
Disse: “- Sou poetisa e escritora. Uma ativista cultural. Trabalho também na arte e minha vida social, amigos e escritos incomodam alguns pretendentes.
“Eles se aproximam pela beleza mais o forte é minha personalidade junto aos meus escritos.”
Ele me pareceu seguro quando mencionou que seria "besteira" de qualquer homem e que talvez, eu não conhecera o homem certo.
Achei que naquele momento á pessoa dele determinada e forte me intimidaria, mas não aconteceu e a partir daquele momento ficamos amigos.
Muitos assuntos naquela noite foram abordados, desde música (arte dele e minha no passado), cinema, costumes, gostos parecidos. Enfim, simplesmente nos afinamos.
Seduzido pelo meu perfume exótico...
Ao sair do local veio o golpe mortal...
De pronto ele pegou uma carona comigo no mesmo carro. Logo, falou o que desejava e assustada ou talvez, surpreendida, fiquei quando de repente o beijo se deu em meio trajeto de uma forma inusitada e até mesmo meio que invasora. Ele tinha me deixado curiosa e furiosa ao mesmo tempo, porém, muito mais confusa. Pediu meu telefone e deixou o dele. Mesmo confusa correspondi.
Ele não perdeu muito tempo e foi ao primeiro encontro e como sempre digo:
“- Todo encontro será o 1º Encontro!”
Começamos a nos ver fora as badalações que existem no meio que ás vezes frequentamos.
Sempre discretamente e alguns poucos amigos souberam que estávamos juntos.
Mais aquele homem por quem me apaixonei aos poucos guardava seu maior segredo...:
Fatos de sua vida particular
Ele sempre dizia estar só e não haver outras. A minha vida também estava assim, em meio á problemas pessoais e familiares, por isso, evitava muito envolvimento.
Tinha no fundo a certeza que não queria magoá-lo, com meus problemas por isso, evitaria maiores envolvimentos.
A paixão nunca pode ser controlada e sempre nos víamos com muitos beijos, sem promessas, mas com muito calor no corpo e na alma.
Naquele momento ele tinha marcado a minha alma, acho que talvez eu só tenha marcado a mente dele.
Um desejo louco se deu entre nós dois de uma forma tão inconstante que em muitas vezes, pernoitada por estar enfrentando noites sem dormir, devido a problemas de saúde familiar, dava um jeitinho de vê-lo, de estar ouvindo aquela linda voz que ao pé do ouvido me encantava.
Então, o tempo se passou... Fomos esquentando mais não pegou fogo como realmente deveria, por haver um desencontro no caminho.
Mesmo ele estando por sua vez presente nos momentos mais difíceis da minha vida algo aconteceu e ele não respondia mais meus recados, apagava meus rastros.
Deixou aparecer meio que publicamente em seu site de relacionamento, alguém que me fez ver que ele não tinha uma só palavra e sim "muitas", mas não me senti traída. Afinal, não tinhamos nos prometido nada. Com ele (acho que poderia ter até um relacionamento aberto,rs) por não me parecer homem de fazer cobranças.
Mais não sou assim...
Tenho meus valores e se levo a sério certo alguém, que parece me levar a sério, preservo de exposição.
Em tempos tão modernos, onde ninguém é ou será de ninguém (algo complicado) espero que a única coisa que sobre de cada relação humana seja o respeito.
Afinal, se fosse para ficar com muitas pessoas abriria um "Clube dos Solteiros - Free”, rs.
Faço das palavras dele as minhas...:
Um homem (mulher) só me perde para ele (ela) mesmo!
Talvez, a mente tenha criado "fantasmas", mas com relação a ele a espiã talvez não se enganara.
Ele poderia ter outra...
Ela com certeza não tinha ninguém!
Bom, não sei o que será de nós, até pelo súbito sumiço de ambos, algo como um vento...
Sem nenhuma palavra de despedida da minha parte ou da dele.
Num momento em que o tinha valorizado entre minhas memórias. Foi estranho, pois o assédio a mim é sempre uma constante. Algumas pessoas sempre se confundem nessa caminhada e acabam depois percebendo o quando posso ser amiga e vê-lo como amiga mesmo sendo exuberante.
Mais a ele nunca escondi que o desejava, mesmo sendo tão diferente de tudo que já vivi ou até mesmo idealizei.
Sei que ele não era mais um, nem mais uma conquista.
Apesar dele parecer tão absurdamente inconstante consigo enxergar o HOMEM QUE EXISTE DENTRO DO QUE APARENTA SER.
Se desejava novamente alguém, naquele momento, ele era a quem eu desejava.

Agora com que ele experimento o que nunca gostei de experimentar...

A idéia de que este terreno em que estou pisando pode mudar a cada instante, o que para mim perde um pouco o lúdico e que se tornara algo distante, sua insensatez não me permite ver além das letras e palavras que foram lidas na mensagem dita e autorizada por ele para que eu visse e soubesse da existência de algo diferente do que imaginei: seguro e verdadeiro.
A Espiã que te amava agora enfrenta o destino que podem levar á caminhos que começaram a aparecer, que talvez, nem sejam tão seguros. Mais nesta vida nada é totalmente seguro.
Hoje no coração dela só existem lembranças e o desejo de ter conhecido melhor...
"Aquele que me encantara".
Na vida da espiã nada é impossível mais com certeza suas aventuras serão emocionantes, inusitadas e românticas.

Um dia talvez, a Espiã consiga achar o verdadeiro...

ESPIÃO QUE A AME!
MALU FREITAS
QUALQUER SEMELHANÇA... MERA COINCIDÊNCIA.


A ESPIÃ QUE TE AMAVA - cap. 1

 
Crônica - Cliquem na foto e leiam o poema.
A ESPIÃ QUE TE AMAVA
Uma doce e misteriosa espiã cruzou o caminho do coração de um espião que atordoado com seu perfume angelical e sedutor, com notas perfumadas de tangerina da Calábria, tomilho branco, açafrão, passando por longes aromas diversos como Lírio, orquídea maxillaria, Ylang Ylang deixando no ar vício misterioso de cedro, madeira de palissander, baunilha e carvalho.
Isso tudo vindo de uma mulher com fragrância floral oriental originada da luz e do mistério em um único lenço que voava até meu nariz agonizando meu olfato.
Neste aroma me perdera e a mesma se perdera ao meu.
Era uma noite de verão quando ela me localizou em um evento em que participara. A mesma mulher que me olhara, a espera de uma oportunidade para se aproximar.
Mais não se aproximou.
De fato somente soube quem era, após alguns encontros entre amigos onde fora apresentado a ela.
E meio que silenciosamente ela aproximou-se e com seu olhar deixou no ar uma doce lembrança de uma garota decidida de olhar penetrante.
Era ela... A espiã que talvez me amasse.
Eu um homem comum com pequenos vícios e muitas mulheres ao redor, logo me intriguei.
Quem era aquela que conhecia todos, porém ninguém a conhecia tão intimamente?
Então, após o olhar dela eu não seria mais um homem comum...
Eu seria sua isca, sua presa, sua vítima ou quem sabe aquele que a espionaria mesmo que distante entre sites de relacionamentos, blogs, eventos.
Nunca soube o que ela realmente fazia, já que a mesma escrevia poemas e contos.
Alguns de terror, vampirescos, estranhos em que nunca soube como entender de que forma ela roubaria minha alma.
Até achei engraçado no começo quando ela disse isso em um dos nossos encontros virtuais. Sim, virtuais. Fui cercado por ela de todas as formas. Gostava, mas ao mesmo tempo me incomodava, ao vê-la junto aos mesmos amigos.
Um dia ela roubou minha alma... Num dos nossos papos formais ela confessou que se tivesse que escolher só escolheria apenas a mim como amigo e homem, mas havia um, porém. Tinha me tornado amigo demais e a mesma teria outra paixão secreta que não me diria por achar audacioso demais e inconveniente. A tal informação sórdida.
Ganhei sua confiança e logo soube quem era... Ele era meu amigo e um amigo em comum a ela... Foi uma notícia em que no momento tentei entender, pois ela tinha conhecido ele antes de mim. Mais não entendia porque meu olhar “sedutor” não tinha funcionado com ela. Não foi o que ela me disse...:
“- Não querido! Foi esse olhar que me trouxe até você! Não tenho nada com esta pessoa que te falei apenas uma admiração que talvez, tenha confundido os dois. Ele pode até corresponder, sentir atração, mas não nos vejo juntos. Ele não seria o cara que se envolveria com uma mulher como eu. Acho que ele prefere as conquistas menos complicadas,rs.” Dizia ela.
Nunca achei que a tinha atingido. Porém, ela parecia determinada a me confundir. Um dia me deparei com realidades diferentes, ela se afastou e seu doce perfume ficou no tempo. Talvez no local. Soube que ela conhecera outra pessoa e que também não tinha dado certo, já que o meu amigo também apenas se envolveu "platonicamente" com ela nunca deixando de comentar o quanto ela era perigosamente sedutora.
Não acredito nas mulheres em geral, mas ela sempre me inspirou confiança, mesmo sendo apenas uma amiga em comum com meus amigos. Ela me confiara segredos que nunca confiou a nenhum homem.
Sinto não ter podido apoiá-la nos momentos que precisou e me pediu. Ela passou por fases difíceis e complicadas em que poderia ter ajudado. Mais estava tentando esquecê-la em outros braços maliciosamente complicados e não queria envolvê-la nisso tudo.
Talvez, um dia nos encontremos mais adiante.
Ela ainda me escreve ou talvez, sinto que me descreve em seus escritos.
Me espiava, espiava seus amores platônicos, ou talvez, não espiasse ninguém...
Nós mesmos que comprometidos com outras mulheres é que espionamos ela!
Ass.: O Espião que te amava.
MALU FREITAS
Qualquer semelhança é mera coincidência!